O Conto do Cérebro

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Traduzido por: Jaqueline Moraes

Pode ler uma história sobre uma experiência e vivenciá-la na vida real ter o mesmo efeito em nosso cérebro? Há cientistas pesquisando sobre esse assunto e o que eles tem encontrado é incrível. Os resultados me fizeram pensar sobre o porquê de algumas histórias me atraem mais do que outras.

Deparei-me com este artigo do New York Times que foi publicado ano passado que fala sobre pesquisa de neurociência dos efeitos da ficção no cérebro. É uma peça de quebra cabeças que estou tentando montar sobre os motivos de histórias serem tão importantes a nós seres humanos.

Histórias são o modo do qual aprendemos sobre o mundo, e como algumas das pesquisas sugerem, ler ajuda-nos a “aperfeiçoar nossas habilidades sociais de vida real”. É um lugar seguro para encontrarmos medo, amor, desgosto, traição e alegria – tudo sem os perigos reais da vida social.

Joseph Campbell muitas vezes falava sobre contos de fadas de uma maneira similar, dizendo que é um caminho para que as crianças aprendam sobre o mundo em torno delas antes de saírem para a sociedade em geral.

Mas a necessidade por história não morre apenas quando alcançamos a primeira série. Nós continuamos consumindo histórias durante todas nossas vidas e conforme envelhecemos o que nós precisamos é de histórias diferentes.

Um dos meus livros favorito quando criança foi James e o Pêssego Gigante. Eu lembro odiando as duas tias más de James e ficando animado quando ele descobriu o pêssego mágico com os insetos habitantes e voou para longe para explorar o mundo.

Há alguns anos antes de me mudar para Los Angeles e começar a minha carreira em animação eu li As Incríveis Aventuras de Kavalier e Clay por Michael Chabon e foi inspirador. Eu me liguei muito aos personagens principais que estavam lutando para serem reconhecidos no mundo dos quadrinhos. Eu acredito, que de algum modo, isso me ajudou a viajar o mundo da animação eu no qual tinha entrado e me mostrou dois personagens que estavam tentando mostrar suas próprias vozes artísticas enquanto eu estava tentando ganhar a vida lidando com o sistema de estúdio.

Nós somos naturalmente atraídos por certas histórias, dependendo de nossas personalidades, interesses e ideias. Eu acredito que procuramos por histórias que nos ajudam a desvendar o mundo no qual fazemos parte. Como um simulador de computador, histórias são o meio mais fácil de experimentar as águas e ver como nos reagiríamos em certas situações. Provavelmente as experiências que encontramos na ficção ou nos filmes nunca acontecerão conosco. Eu amo Game of Thrones, mas eu nunca me vi lutando para conquistar um reino. Mas as emoções que sentimos nessas histórias e as lições que aprendemos são coisas que podemos levar para o nosso dia-a-dia. Talvez trataremos as pessoas melhor, talvez seremos mais honestos com os nossos amigos, ou talvez perceberemos que o nosso trabalho não define quem somos.

Como o autor eloquentemente coloca: “É comprovado que ler boa literatura nos amplia e nos melhora como seres humanos. A ciência do cérebro comprova que isso é mais verdade do que imaginávamos”.

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9 de December de 2016

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