Vivian Maier: a historia de uma fotógrafa

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Traduzido por: Jaqueline Moraes

Eu aprendi sobre a história fantástica de Vivian Maier ano passado e eu viciei nela desde então. Tem tudo o que uma história necessita pra ser fascinante – um herói intrigante, uma chamada para aventura, uma busca e um mistério a resolver.

Em 2007, um historiador de Chicago chamado John Maloof comprou um armazém cheio de milhares de negativos. Ele começou a vê-los suspeitando de que possuíssem algo de valor, postou algumas fotos para fotógrafos darem uma olhada. As pessoas ficaram deslumbradas com a qualidade e a profundidade da obra. John tinha descoberto uma fotógrafa de até então desconhecida e a partir daí os trabalhos de Vivian e sua história se espalharam pelo mundo.

Sendo interessado em fotografia de rua, eu fiquei imediatamente impressionado com a beleza do seu trabalho. Toda foto nova revelada parecia ser um trabalho de arte perdido. Eu vi uma exposição das suas fotos ano passado numa galeria pequena em LA, o que me inspirou a sair para as ruas e tirar mais fotos. Algumas de suas fotos mais interessantes são autorretratos – vislumbres de Vivian em espelhos, reflexos em vitrines de lojas, em sombras no chão. Seus autorretratos contam histórias de uma vida enigmática. Não se sabe muito sobre ela. Por que ele tirou essas fotos? Por que ela nunca as mostrou a alguém? Onde essas artista maravilhosa estava se escondendo todo esse tempo?

Há um documentário saindo em breve sobre a busca por Vivian Maier. Não vejo a hora de ver. Eu amo histórias sobre arte e criatividade. Somada um pouco de mistério e eu vicio. Parece que muitas outras pessoas também. Em cinco dias o trailer já foi visto mais de 300000 vezes.

Indicado ao Oscar o documentário A Busca por Sugarman, conta uma história similar a de um cantor-compositor que criou dois álbuns fantásticos que bombaram nos EUA e foram sucesso na África do Sul. A coisa louca é que o artista Rodrigues não fazia ideia de que era uma estrela internacional. O documentário conta a história do cineasta tentando desvendar o mistério de quem era Rodriguez e isso foi mais intrigante que qualquer filme de ficção que eu já vi em muito tempo.

Para mim, ambas histórias são fascinantes, não apenas por seus mistérios, mas também porque eles perguntam: Por que nós fazemos arte? As pessoas dizem que é uma tragédia que o trabalho de Vivian Maier não foi reconhecido durante sua vida. Mas pelo que John Maloof aprendeu sobre ela e parece claro que ela não se interessava em ser reconhecida e que fez arte apenas para si mesma. O ato de fotografar pessoas pode ter tido um fim em si mesmo assim como um monte de filme que ela os filme que ela não revelou descobertos por John.

Mas está claro que ela tinha um dom. E agora que as pessoas viram suas fotografias, elas estão inspiradas e eu me incluo. Será que ela foi obrigada a compartilhar esse dom com o muito quando estava viva?

Rodriguez tentou e ninguém o escutou. Pelo menos nos EUA. Mas agora sua música está sendo descoberta e o povo ama. A primeira vez que eu ouvi suas musicas no documentário, eu jurava já tê-las ouvido antes. É como redescobrir um álbum clássico popular que você esqueceu em sua coleção.

Talvez eles estivessem a frente da sua época. Mal entendidos, como a maioria dos artistas são.

Eu acredito que essas histórias estão em minha cabeça porque atualmente parece que há uma epectativa tática de mercado em si de fazer a sua voz ser ouvida, conectando com seu público por meio do Facebook, Tumblr, WordPress, Google+, Twitter e outros tipos de mídia social.

Eu me sinto pressionado quando tenho que dar entrevistas quando prefiro não fazer, ou quando eu sinto que “deveria” postar algo online, apenas isso.

Este blog é diferente. Eu sinto que tenho algo a dizer e eu quero compartilhar isso.

Mas às vezes eu imagino se Picasso ou De Kooning estivesse pintando hoje, eles iriam querer estar no deviantART? Eles iriam postar suas últimas pinturas? Poderiam. Ambos faziam parte dos artistas da comunidade nos seus dias dividindo ideias e seus trabalhos com os seus colegas artistas. Assim eles faziam algo como uma rede social mais ou menos à moda antiga.

Eu sei que indo ao Escola de design de Long Island e colaborando com grandes artista em minha carreira eu fui desafiado a crescer como artista mais do que eu cresceria sozinho.

Será que se Viian Maier tivesse fama e sucesso ela teria compartilhado seu trabalho? Suas fotografias seriam intrigantes sem a sua história?

Parte do que faz livros, filmes e arte fascinante são as histórias das pessoas que criaram e o porquê a criaram. Espero que o documentário sobre Vivian Maier esclareça ambos.

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9 de December de 2016

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