Editorial: O que tornou “Avatar” uma série bem sucedida?

Em um mundo devastado pela guerra de magia elementar, um jovem desperta para realizar uma busca mística perigosa para cumprir o seu destino como o Avatar.

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Entre seus indicações ao Annie Awards, a série levou todas, sem mencionar o feito no Kids’ Choice Awards, o principal evento para o conteúdo da Nickelodeon. Sendo um desenho animado americano, é perceptível seu alcance não só entre crianças, mas também para as pessoas entre 16 e 32 anos. Fazendo sucesso ao longo dos últimos 10 anos, abaixo estão alguns pontos destacados que tornam Avatar uma série de sucesso.

Em primeiro lugar, a originalidade da série. O pensamento de um mundo onde as pessoas que podem controlar os quatro elementos fundamentais chamadas benders existe. É a primeira vez que temos algo assim.

Em segundo lugar está a ação. As cenas de luta não foram apenas turvas. Quando dobradores lutam, você vê cada forma, cada posição e cada movimento dos personagens. O que é melhor é que eles são todos corretos, uma vez que os escritores fizeram a lição de casa e contrataram um verdadeiro consultor de artes marciais – Sifu Kisu.

Terceiro, o anonimato. Você realmente não sabia quem ou o que os personagens realmente eram. Aang nunca revelou a sua história de como ele foi preso no iceberg até a metade da primeira temporada. O mesmo para Zuko, o por que de ele conseguir essa cicatriz e por que ele está caçando o avatar. Iroh não era apenas um “velho sábio” em uma série, ele teve um passado complicado. O melhor de tudo, o rosto do Senhor do Fogo Ozai não foi mostrado até a 3ª temporada. Seu rosto estava sempre coberto de sombras e isso é o que o deixou mais assustador e mal.

Em quarto lugar, os antagonistas. Para um desenho de criança, os antagonistas eram muito profundos e bem pensados. Alguns deles eram muito maldosos até o osso. Um príncipe banido sem saber de seu destino, lutando dentro de si mesmo e sua confusão quanto a verdadeira personalidade. Uma princesa torcida nasceu com talentos e incríveis façanhas de dominação, mas inveja seu irmão, e isso era mais do que apenas “rivalidade entre irmãos”. E, por último, os terríveis Senhores do Fogo. Tão mal que um duelou com seu próprio filho; tão mal que baniu sua própria esposa; tão mal que ordenou seu filho para matar o seu neto; tão mal que um deixou seu melhor amigo morrer; tão mal que um deles liderou um genocídio.

Quinto, o humor. É um show engraçado, preciso dizer mais?

Sexto, a música. A trilha sonora da série deu emoções enquanto assistia o show, já que é criado e colocado tão bem. Quer se trate de um tema rápido que o fez saltar para fora como “Agni Kai,” a melodia furtiva de “The Spirit Blue Theme”, ou o tema arrepiante de “The Dai Li”.

Por último, e provavelmente a melhor parte, é a história. O que é bom sobre a história do Avatar é que ela é bem planejada. Antes de todos episódios irem ao ar, os escritores já tinham um final para a série. Cada seção da série foi plotados e apresentava uma continuidade. Isto é o que o tornou bem sucedido: ele terminou, ao contrário de algumas outras séries YA, sendo renovadas ano após ano completamente sem fim. Na minha opinião, este foi o elemento que fez tanto sucesso Avatar. Faz jus ao seu nome como uma das melhores séries de animação de todos os tempos.

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Eduardo Guerra

22 anos, estudante universitário de Design Gráfico e Mídias de Entretenimento. Nascido em Campinas, SP, atualmente mora na cidade de Gold Coast, na Austrália. Adora livros, música e cinema. No site, atua como administrador geral, atualizando o portal sempre que possível e organizando as áreas específicas para a satisfação dos membros.

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