“Korra Sozinha” classificado como melhor episódio da série

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É raro que um episódio de 22 minutos possa contar uma história emocional satisfatória em seu todo, mas essa semana, em A Lenda de Korra, foi definitivamente um desses. Em “Korra Sozinha” (referencia ao episódio “Zuko Sozinho”, de Avatar: a Lenda de Aang), cada momento em particular deixou uma impressão, conforme Korra suporta uma jornada de cura por três anos. Enquanto partes do episódio ofereceu acenos claros para a jornada da heroína, a história nunca foi muito atolada em tédio monomito. Em vez disso, deu-se rédea solta para explorar espaço superior de Korra.

No início, nós levou onde a estréia terminou, com Korra terminando (e perdendo) uma partida de dominações. A partir daí, ela ficou cara a cara com seu próprio passado, ainda algemado nas correntes de sua luta com Zaheer. Mesmo agora, não é totalmente certo apenas quem ou o que esta entidade era, mas parecia representar um fragmento escuro da psique de Korra – um demônio interior. Para referência, vamos chamá-la de “Nega-Korra”.

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De qualquer forma, esta figura era uma adição notável aqui, e serviu como um lembrete constante para Korra que ela ainda não superou seus medos. Se Nega-Korra foi um guia ou um tormento é certamente motivo de debate, mas ela era claramente mais do que apenas um produto da imaginação de Korra (como evidenciado pelo espírito da planta ser capaz de vê-la também). De qualquer modo, a presença onisciente da Nega-Korra aqui trouxe um grande visual.

Outro aspecto forte de “Korra Sozinha” foi os flashbacks da Tribo da Água do Sul, onde Korra começou sua fisioterapia. Foi ótimo ter Katara lá também, reprisando seu papel de mentora. Katara contar a história sobre Aang deu à Korra uma ligação emocional à sua vida anterior. No entanto, a cena mais poderosa aqui tinha que ser os primeiros passos de Korra, uma ótima sincronia com a música tema da série.

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As cartas de Korra deram um toque agradável também, com Asami, Mako e Bolin escrevendo sobre suas respectivas mudanças de vida. Eu também achei interessante que Korra, eventualmente, só escreveu de volta para Asami, ainda estabelecendo o vínculo inquebrável (Korrasami sempre!). Da mesma forma, a visita de Tenzin a Tribo da Água do Sul trouxe na memória a estréia da série, particularmente o treino de Korra com os guardas, que não vão tão bem desta vez. Como os tempos mudaram…

Honestamente, a única coisa estranha sobre este episódio (embora não realmente uma reclamação) foi partida tão casual de Korra do pólo sul. Apesar do fato de que ela é agora uma adulta, eu tinha certeza de que ela teria mais de uma briga com seus pais para sair de lá para Cidade da República, especialmente tendo em conta o seu estado debilitado e a possibilidade de termos membros da Lótus Vermelha ainda à espreita. Felizmente, isso não parecia importar aqui, mesmo quando Korra divergiu de seu caminho original. Na verdade, um particular encontro com um comerciante trouxe um dos momentos mais alegres do episódio, com a “Parede dos Avatares” do comerciante – uma coleção de fotos composta unicamente por ela e Aang.

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Corte de cabelo = desenvolvimento do personagem.

Naturalmente, o resto da jornada de Korra foi muito mais grave. Sua visita ao Mundo dos Espíritos, por exemplo, foi um marco importante na medida em que provou que a ligação de Korra com Raava havia sido bloqueado ou até mesmo rompida, com um espírito observando que ele não podia sentir a presença de Raava. Eventualmente, porém, a jornada itinerante de Korra nos levou até o presente, onde foi revelado que Korra não estava apenas lutando contra um adversário no ringue; ela estava lutando contra si mesma. Mais uma vez, muito categórico o material em termos de narrativa visual.

Naturalmente, isso culminou em um confronto emocionante entre Korra e Nega-Korra em um pântano místico. Esta cena em particular teve vibrações distintas, e esteticamente, era praticamente um tributo a Luke Skywalker lutando contra Darth Vader em Dagobah. Essa homenagem continuou na cena seguinte, onde Korra acordou em uma caverna para encontrar uma velha eremita excêntrica – não, não o Yoda, mas a bandida cega: Toph Beifong! (“Prazer em vê-la novamente, dedos leves”.) Talvez agora veremos Toph treinando Korra, ajudando-a a consertar seu eu espiritual, assim como Katara fez para o físico de Korra. Claro que, como já sabemos, Toph prefere uma abordagem fora de brincadeiras, ao contrário de reforço positivo constante de Katara. Ao contrário de Aang, porém, eu acho que Korra pode realmente apreciar o amor difícil de Toph.

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O veredito

O episódio de Korra desta semana foi de tonalidade muito diferente da estréia. O foco mudou para Korra e sua jornada de cura de três anos. Aqui, a narrativa veio de um lugar emocional, liberando o episódio para realmente explorar o ferimento em seu ser estado físico e espiritual. Lindamente animado, maravilhosamente marcado e dramaticamente comovente, “Korra Sozinha” facilmente se classifica entre os melhores episódios da série – e nós estamos apenas começando o Livro 4!

Nota: 10/10

Essa review for escrita por Max Nicholson, da IGN, e pode ser conferida na íntegra em inglês aqui.

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Eduardo Guerra

22 anos, estudante universitário de Design Gráfico e Mídias de Entretenimento. Nascido em Campinas, SP, atualmente mora na cidade de Gold Coast, na Austrália. Adora livros, música e cinema. No site, atua como administrador geral, atualizando o portal sempre que possível e organizando as áreas específicas para a satisfação dos membros.

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