O feminismo em “Avatar”

“Avatar: A Lenda de Aang” e “A Lenda de Korra” foram campeões em representação feminina.

Já faz aproximadamente um ano e meio que o último episódio de “A Lenda de Korra” foi ao ar, mas este e seu antecessor, “Avatar: A Lenda de Aang”, ainda são um dos melhores shows já criados. Eles tem um conceito intrigante, uma grante escrita, uma linda animação – e, além disso, eles são feministas.

Não apenas “Avatar” e “Korra” fazem uma menção explicita ao sexismo, mas também são cheios de personagens femininas: diversas e bem-escritas – uma coisa tão frustrantemente rara de se encontrar.

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“Avatar” já mostrou o feminismo logo de cara. A sequência inicial nos mostra Katara e Sokka, logo antes de encontrarem o Avatar Aang no iceberg. Uma das conversas dos irmãos foi assim:

Sokka: Sabia que devia ter te deixado em casa, deixar uma garota estragar tudo.
Katara: Você é o maior machista, imaturo, sem cérebro, eu fico envergonhada de ser sua parente!

Exatamente na primeira cena, os escritores ja fizeram Katara chamar o irmão dela de sexista. E isto não para aí Na primeira temporada, os dois entram em diversos argumentos, com Sokka dizendo alguma coisa sexista e Katara constantemente respondendo ele. E, eventualmente, Sokka aprende que sua percepção das mulheres é errada, graças a Katara e algumas lições duras que ele tomou de Suki e suas Guerreiras Kyoshi.

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Infelizmente, Sokka não é o único sexista que Katara tem que enfrentar. Quando ela pede ao Mestre Pakku para treiná-la em dobra dr água no Polo Norte, Pakku nega, dizendo que a cultura dele só permitia as mulheres aprenderem a curar, não al utar. Katara desafia ele, perguntando se ele é realmente “homem o bastante” para enfrentá-la. Apesar dele ser um dominador de água muito mais experiente que ela, Katara consegue manter uma luta contra ele, aguentando seus ataques enquanto solta esta frase que da arrepios: “Você não vai me derrubar!”

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No final, Katara convence Pakku que só porque os homens e mulheres sempre tenham vividos em diferentes esferas socialmente divididas na Tribo da Água do Norte, não significava que era desta forma que ser:: Katara é uma dobradora de água talentosa – por que ela deveria ser negada de treinar só por ser uma garota?

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O show tem um roteiro explicitamente feminista, porém ele também pratica o que ele prega. Ele tem diversas personagens femininas, e estas mulheres não são apenas esteriótipos. Elas são tão complexas, tão multifacetadas e tão humanas quanto os personagens masculinos.

Por exemplo, Avatar Korra – uma protagonista que é uma mulher de cor – é confiante (se não imprudente), musculosa e poderosa, além de ter uma opinião bem forte e profunda. Porém ela também tem seus momentos de fraqueza, frustração vunerabilidade e até mesmo depressão.

Ela se importa profundamente com as pessoas ao seu redor e seus deveres como Avatar, mas ela também tem um temperamento rápido e uma tendência a tirar conclusões precipitadas, o que algumas vezes acaba machucando seus amigos ou a colocando em problemas. E enquanto Korra comete seus erros, ela os concerta, e salva o mundo de novo e de novo.

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As outras personagens femininas em ambas as séries são também bem equilibradas. Elas são extremamente diversas, também, e não apenas racialmente. Nós temos uma faixa etária desde jovens garotas como Ikki e Jinora até mulheres mais velhas como Lin Beifong e Kya, todas as quais conseguiram feitos.

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Nós temos uma mulher cega (Toph Beifong) e até uma mulher sem braços (Ming-Hua), ambas as quais são extremamente poderosas e formidáveis, apesar de terem nascido com o que muitos considerariam desvantagens graves.

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Nós temos mães solteiras (Toph, em “Korra”), mães casadas (Pemma, Suyin Beifong), mães imperfeitas (Poppy Beifong, Toph de novo), e mães que desistiram de tudo por seus filhos (mãe da Katara e do Sokka e a mãe do Zuko). Nós temos mulheres solteiras que são focadas em suas carreiras (Lin Beifong), assim como mulheres que são muito interessadas em romance (Ty Lee, entre outras).

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Nós temos mulheres muitos femininas (de novo, Ty Lee), e menos femininas (Smellerbee). Mulheres que prontamente expressam suas emoções (Katara) e mulheres que não (Mai), assim como mulheres que são muito desequilibradas emocionalmente (Azula).

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Mulheres tímidas e confiantes. Mulheres estudiosas e atléticas. Mulheres que gostam de homens e mulheres que gostam de outras mulheres. Mulheres ricas, mulheres pobres. Mulheres educadas, mulheres rudes. Mulheres que sempre parecem fabulosas, e mulheres que não poderiam se importar menos sobre suas aparências.

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Mestres dobradores e não-dobradores. Chefes de polícia e senhores do fogo, foras da lei e caçadores de recompensa. Antagonistas. Heróis. Assistentes. CEOs. Princesas. Pugilistas profissionais. Curandeiros. Líderes militares.

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Por causa de “Avatar: O último dobrador de ar” e “A Lenda de Korra”, mulheres e garotas podem se ver representadas na TV. E todos podem ver que mulheres de todos os tipos, se elas se propuserem a mudar o mundo inteiro ou apenas uma pequena parte dele, podem chutar alguns traseiros pra valer.

Essas séries demonstram que nem todas as mulheres são iguais, mas todas as mulheres são importantes, todas as mulheres podem ser fortes, e todas as mulheres merecem ter suas histórias contadas.


Artigo por: Katelyn Van Kooten
Traduzido por: Thaisa Oliveira e Túlio Mumic Cunha

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