Filosofia dos elementos e os vilões de Avatar

Uma vez, numa tentativa de explicar ao Zuko a importância dos quatro elementos para o equilíbrio e sua força, tio Iroh fez uma uma explicação detalhada sobre a filosofia de cada elemento e como essa filosofia se associava a personalidade dos povos de cada nação.

Em uma analogia com os vilões de A Lenda de Aang e A Lenda de Korra, é também perceptível a influência dessas características em suas ações, como será listado a seguir.

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O fogo é o elemento do poder. O Senhor do fogo Ozai queria todo o poder do mundo, nomeando-se assim o Rei Fênix. Ozai seguiu uma linha de desequilíbrio que vem desde a época de seu avô, Senhor do Fogo Sozin, o qual também se deixou guiar pelo poder fazendo com que ele quisesse o controle supremo das quatro nações.

A terra é o elemento da substância. Kuvira estudou substância, aka os cipós espirituais, a fim de criar a primeira super arma. Como é comum entre os dominadores de terra, ela teve pulso firme e foi resistente em sua ideologia. Diferentemente de Chin, o conquistador, Kuvira voltou atrás em suas atitudes por uma característica que talvez poucos tenham notado. Ela era uma dominadora de metal e cresceu em meio a este tipo de povoado. O metal não é tão rígido quanto a terra em si, ele é maleável, versátil, se molda as necessidades para criar algo novo. Kuvira apresenta essa característica do metal, ela buscou transformar o Reino da Terra, trazer estabilidade, e além disso se moldou a realidade dos fatos para perceber que suas ações não eram as mais corretas.

O ar é o elemento da liberdade. Zaheer é sem dúvida um excelente exemplo dessa linha de raciocínio. Ele se libertou da sua coleira terrena, destrancou a habilidade de voar, experimentou a verdadeira liberdade (sem mencionar que ele se libertou da prisão).

Por fim, a água é o elemento da mudança. Unalaq, apesar de suas intenções, mudou o mundo ao convencer Korra de abrir os portais espirituais. Ele mudou a forma como os dois mundos se enxergavam, mudou inclusive nosso nível de conhecimento acerca das habilidades da dominação de água e do próprio Mundo Espiritual.

Além disso, temos Amon e Tarrlok. Amon queria mudar o mundo, queria igualdade (a sua maneira, claro) e suas ações ainda mudaram a Cidade da República, por causa do modo como a sua revolução indiretamente deu origem à presidência que teve um representante não-dominador.

A mudança de Tarrlok foi mais interna e se associa ao modo como ele se adaptou. Ele tomou o que lhe foi ensinado sobre poder e controle, usando isso para manipular seus arredores. Ele se adapta às dinâmicas de poder da Cidade da República e as usa para sua vantagem. Ele não cria mudanças nem sequer as deseja. Tarrlok usa sua própria vontade de mudar como sua estratégia.

A conclusão a qual se chega é de que independente dessas características serem comuns aos povos de cada nação, o equilíbrio é o ponto chave para que isso se torne uma força ou uma fraqueza. Como dito pelo próprio tio Iroh, é importante retirar conhecimento de vários lugares para que a coisa não fique rígida. Compreender outros povos e outras crenças é o caminho para nos tornar mais fortes.

Artigo por Filipe Novais, adaptado de ~theavatarlegends

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Eduardo Guerra

22 anos, estudante universitário de Design Gráfico e Mídias de Entretenimento. Nascido em Campinas, SP, atualmente mora na cidade de Gold Coast, na Austrália. Adora livros, música e cinema. No site, atua como administrador geral, atualizando o portal sempre que possível e organizando as áreas específicas para a satisfação dos membros.

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